quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

NEGO ZÉ

(Adyr Pacheco)

  










Ocês qué mi cunhecê?...
Intão vô dize a ocês.
Eu mi chamo nego Zé.
Não sô o Zé da Silva,
Ou o Zé de Andrade,
Nem o Zé alfaiate
Nem tampouco o Zé,
Fio do seu Romeu
Que as veiz
Até dá uma de Cirineu.


Sô apenas o nego Zé
Um simples escravo.
Sô escravo do norte,
Sô um nego forte
Que fugindo com sorte
Deu de cara com a morte.
Partiu nego Zé!!!
Dizem até por aí
Confesso que escutei,
Que o danado não morreu,
Sua alma é que se escondeu
De tanto que o nego sofreu.


(Florianópolis 20/10/99 - 01:00)



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