(Adyr Pacheco)
Ah! Negra cor do preto,
A vestir-se da grandeza
No vermelho sangue que pulsa
Nas artérias negras da raça.
Ah! Negra cor que emociona,
Na negra raiz que me chama,
Me domina e arrasta
Ao princípio de um passado negro,
No lamento triste da escravizada casta.
África! África!... ó negra África.
Ainda ouço teu negro grito,
No horror negro sentido, doído, sofrido.
Ainda vejo tuas lágrimas amarguradas,
Pela raça dilacerada, ultrajada.
Ainda sinto, o choro da humilhação,
Na cruel e triste escravidão.
Tão presente nas favelas,
Nas ruas em toda nação,
No preconceito e discriminação.
África! África!...
Negra mãe de tantas chagas,
De Zumbi, Luther King, Malcom X e Mandela.
Quantos lamentos e sofrimentos!...
Mas o vermelho sangue da raça
Que pulsa forte nas veias do bravo,
Nas lutas presentes do ex-escravo,
Não se entrega, não se nega.
Levanta-te na tua negritude forte e brava.
Não és mais um moribundo;
Rompe as barreiras da discriminação
E mostra teu valor ao mundo.
(Poema composto em 14/08/2000 ás 14:00 na cidade de Natal - RN)


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