(Adyr Pacheco)
Liberdade! Grita o corpo
Na dor que arde... e tarda
Na agonia dos grilhões.
Anseio em longínquo horizonte,
Fonte de esperança
No tempo que se arrasta
Na lágrima que se desgasta.Reflete a aurora de um tempo,
No tempo
De nova aurora que surge.
Amplexo do funéreo acalanto
No canto do sentimento
Da liberdade que urge.
E planta a semente do fruto
Em luto pródigo.
Arde a dor na tarde
Do funéreo pranto
E já nu, sem manto
Nem encanto
O alquebrantado corpo
Quase morto
Canta a saudade
Da liberdade santa.
Das entranhas o grito mudo
Quase surdo ecoa-se no invisível.
E rompe-se indelével no som
Da alma que parte.
Inexoravelmente
Alforria-se o escravo inocente.
Liberdade!...Liberdade!...Liberdade!
(Florianópolis 25/06/01 - 15:15)


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