(Adyr Pacheco)
O infinito deste agora,
Cala-me fundo
No peito que chora.
E implora à tristeza nefasta,
À amarga borrasca
Que vá embora.
Teimosamente,
Esta mesma tristeza presente
Se demora!...se demora!...
E não tem hora para a partida.
A alma do poeta consumida
Por este martelar insano,
Já questiona
Os próprios desenganos
No seu poemar tão profano,
Na imensidão do minuto
Que não passa e porfia.
(Florianópolis 17/06/03 - 08:00)


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