terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ENCANTO ETÉREO

(Adyr Pacheco)








 

Minha alma apolínea,
Reverbera-se entre sonhos
Esquadrinhando estrelas.
Estátuas entalhadas
Entre limbos seculares,
Aos altares refletem
Antagônicas esperanças.
Contudo acorrentado
Em paradoxos e misérias,
Vivo a intempérie
De meu tempo
Com os algozes da matéria.
Sorriso cansado
Sem lágrimas no pranto,
Vendo a lua me encanto
Com a luminosidade etérea.


(Florianópolis  04/05/03  - 19:00)




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