Minha alma apolínea,
Reverbera-se entre sonhos
Esquadrinhando estrelas.
Estátuas entalhadas
Entre limbos seculares,
Aos altares refletem
Antagônicas esperanças.
Contudo acorrentado
Em paradoxos e misérias,
Vivo a intempérie
De meu tempo
Com os algozes da matéria.
Sorriso cansado
Sem lágrimas no pranto,
Vendo a lua me encanto
Com a luminosidade etérea.
(Florianópolis 04/05/03 - 19:00)


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