(Adyr Pacheco)

Uma lágrima
Na emoção que toca.
Lágrimas que a fonte
Do coração derrama.
Lágrimas nos olhosDe quem odeia e ama,
Lágrimas da fome,
Que o corpo clama.
Chora o andarilho
A lágrima que não molha.
É a lágrima recolhida
Que no peito chora,
Pois a lágrima mais doída,
É a da fome que corrói a vida.
São lágrimas da terra
Do espírito que erra.
Lágrimas que se consomem
No infortúnio anônimo,
Retirantes de uma vida
Mendigando a soluçar
No silêncio sem nome.
(Florianópolis 11/07/01 - 09:30)

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