sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

LÁGRIMAS

(Adyr Pacheco)















Uma lágrima
Na emoção que toca.
Lágrimas que a fonte
Do coração derrama.
Lágrimas nos olhos
De quem odeia e ama,
Lágrimas da fome,
Que o corpo clama.
Chora o andarilho
A lágrima que não molha.
É a lágrima recolhida
Que no peito chora,
Pois a lágrima mais doída,
É a da fome que corrói a vida.
São lágrimas da terra
Do espírito que erra.
Lágrimas que se consomem
No infortúnio anônimo,
Retirantes de uma vida
Mendigando a soluçar
No silêncio sem nome.


(Florianópolis  11/07/01 -  09:30)













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