
No deserto
De minhas angústias,
Bebo o meu silêncio
Sem hora e sem tempo.
O vento sopra
Roçando meus ouvidos
Parecendo um amigo
Ansiando contar-me
Segredos.
Sem abrigo,
Já um tanto envelhecido,
Busco então no imaginário
A imagem do calvário
De um Jesus compadecido.

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