segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

TROVADOR

(Adyr Pacheco)












 No rumo de uma sombra
O trovador chorou.
Era um choro triste e lento
Na forma profunda
De um lamento.
A página da mocidade findou.
Uma boca de mulher,
Um leito, a vida impura.
Ante a sepultura
Um canto abandonado.
E o moço...
Ah! Aquele moço
Que era eu em doce lira
A musicar uma canção,
Quantos versos em sintonia!
Agora em oração
O céu em cortesia,
Abre-se ao trovador
Num sorriso de ironia.


(Florianópolis  16/07/04  - 15:20)








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