(Adyr Pacheco)
Restos submersos
Estilhaços de um tempo.
Vazio da vidraça
Janela de meu ego,
Onde impera a entrega cega
Do escuro relento. E me vejo,
Na voz amarga do vento
Companheiro de lamentos.
Escondido
Entre as sombras espessas,
Me encontro
Aquém de um mundo
Onde a alma não se queda.
Gesto traído, vencido no ato,
Ouço o choro
Na razão de meus medos.
Mas a alma que se queda
Ao universo se revela,
Sobre as pedras do caminho
Guardiãs de meus segredos.
(Florianópolis 15/07/01 - 22:20)


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