Do eterno, nossas vozes
Sob o rasgo da noite calam.
Fiel à lua
Li a tua ausência
Inclinando-me ante os mortos.
Lentamente arcado,
Rumo no tempo
Sob os passos
Que por instantes amei
E por tantos outros reprovei.
Em tua ausência,
Ouço o silêncio e vejo
O frágil balé da vida,
O horto que corrói
O coração que se cala.
(Natal - RN 30/10/2000 - 19:30)


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