terça-feira, 12 de janeiro de 2010

DEGREDO

(Adyr Pacheco)








 
Andei cego
Sob o império dos desvios.
Caminhei surdo
Nos excessos da razão.
Batendo à porta
Em caminhos estreitos,
Enlouqueci
No meu degredo,
Corroendo os segredos
Entre a figura
Das dúvidas.
Gemendo nas estradas
Em tantos desenganos,
Vejo formas vaporosas
De lírios e rosas,
Nos raios da aurora
Na atmosfera
Dos meus sonhos.


(Florianópolis  26/05/03 - 17:40)




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