Canto o meu amor aos Deuses
De todos os credos de todas as raças.Aos pecadores,
Ditadores, verdugos senhores.
Aos magos, ateus, crentes e fariseus.
Aos monges, peregrinos, andarilhos.
Aos proscritos, malditos e aflitos
E filósofos de todos os ritos.
Canto o meu amor
Aos velhos esquecidos,
frágeis, abandonados.
Às crianças perdidas,
exploradas, ultrajadas,
Nas praças, favelas, ruelas,
Nas celas, nas telas do mundo.
Canto o meu amor às santas
Às gurias, às raparigas,
Às mulheres de todas as classes
Ou mesmo às loucas sem classe.
Às prostitutas, as sem condutas
E às guerreiras de tantas lutas.
Canto o meu amor a este mundo.
Aos nobres, aos mendigos e vagabundos,
A todos os párias,
Maltrapilhos e deserdados.
Aos amantes eternos afortunados,
Aos hipócritas cheios de falsas glórias,
Aos seres belos iluminados.
Canto o meu amor
Ao mundo profano, insano
Repleto de ódios e desenganos.
Canto sim! o amor platônico,
Pródigo, ilusório, sem enganos
O amor cigano, livre sem planos.
Canto o amor do sol pela terra,
Das estrelas pelas noites,
Canto o amor do sol pela terra,
Das estrelas pelas noites,
Da lua pelas madrugadas,
Dos pássaros pela natureza,
Dos mares, dos rios, das matas,
Das cachoeiras e das cascatas
No esplendor de sua liberdade e beleza.
Canto o amor paixão, o amor sublime,
O amor sem dimensão, o amor razão.
O amor que não redime, de emoção,
Sem temor, ódio ou compaixão.
O amor frio, plácido,
complacente ou ardente,
Pois são amores de toda gente.
Canto o meu amor
Aos doentes, covardes, tresloucados,
Negligentes ou conscientes.
Sub produtos de uma mesma natureza
Inteligente, transparente e previdente.
Que transforma, abraça e se explora,
Em cada mente inocente ou dissidente.
Canto o meu amor aos sábios,
Aos gênios, escritores, cantores e poetas.
As letras traçadas, riscadas, faladas,
Que nos permitem belas retóricas,
Na eloqüência do orador
Traçando nos mensagens com ardor.
Canto enfim o meu amor aos moribundos
No silêncio profundo das madrugadas,
Nas suas noites enluaradas.
Aos boêmios em suas serenatas.
Pois só cantando o amor
Eu canto as belezas da vida,
Vívida e lúcida, mas sentida,
No universo de meu mundo interior.
Cantem comigo o amor
Na sua transcendente
E sublimada dimensão.
Que não seja um clássico do poema erudito,
Mas seja simples, terno e suave
Como um sorriso
Ou o desabrochar de uma flor.
Cantando o amor
Entrego me e integro me ao mundo,
Integrando me à estrutura
Do próprio CRIADOR.
(Florianópolis 15/06/00 - 10:45)


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