Cativo numa eternidade,
Imolado em místico mistério,
Grito à desconhecida aurora.
Relâmpagos de secreta beleza
Ouço dos céus como resposta.Erguem-se colunas
Descobrindo-se os extremos
De um mundo morto.
Traços estéreis de um abismo
Testemunham as misérias
De um crepúsculo sem imagens.
Distante de um sonho
Que em abandono salvei do nada,
Encontro-me a chorar
Os frutos do silêncio,
No súbito mistério da vida
Que aprendi a amar.
(Salvador- BA 09/11/00 - 00:25)


Nenhum comentário:
Postar um comentário